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Como fazer análise gráfica (Parte 1)

Por Bruno Garcia

A análise gráfica é utilizada há décadas por operadores do mundo inteiro, alguns acham que esse tipo de análise não funciona e outros utilizam como a única ferramenta para escolher os ativos para seus investimentos, fato é, quando bem feita pode trazer uma vantagem para encontrar bons pontos de entrada. A ideia desse texto não é dizer qual é a melhor ou a pior forma de analisar os ativos e sim passar conhecimento a nível educacional. Lembrando que o ideal é sempre unir análise fundamentalista com análise gráfica para ter o melhor dos dois universos.

Devemos começar pelo básico e entender as informações que conseguimos extrair de um gráfico, temos o eixo preço (vertical), o eixo tempo (horizontal) e os candlesticks (barras).

Dentro de cada candle temos 4 informações:

Abertura, máxima, mínima e fechamento.

Essas informações estão disponíveis para diversos tempos gráficos (Mensal, Semanal, Diário ou até mesmo 60 minutos), lembrando que quanto menor é o tempo gráfico mais ruídos podemos ter, diminuindo a efetividade da análise. Muitas pessoas aprenderam de forma errada ou até mesmo não sabem como interpretar as informações fornecidas pelos gráficos, vamos começar com o básico e aos poucos vamos nos aprofundando.

Iniciando a interpretação dos candles, os padrões observados abaixo nos mostram um exemplo bem didático, o corpo do candle informa abertura e fechamento do período observado e o pavio mostra máxima e mínima. Notem que quando o candle é de baixa, a abertura fica acima do preço de fechamento e no candle de alta é o contrário, mostrando que o início do período apurado começou com o preço abaixo do fechamento.

Para simplificar podemos separar os candles em dois tipos:

Candle de tendência – Corpo grande e pouco pavio

Candle de lateralidade – Corpo pequeno e bastante pavio

Em um candle de tendência o preço se movimenta de forma direcional, já em candles de lateralidades, o preço se movimenta formando máximas e mínimas, rejeitam esses níveis e fecham próximos da abertura. Agora que já vimos as informações que os candles oferecem, precisamos entender um pouco mais de contexto para aumentarmos nossa vantagem dentro do mercado.

Mas afinal, o que é contexto?

É o conjunto de informações extraídas de dentro do gráfico, encare um candle como uma árvore e o conjunto de candles como a floresta. Quando juntamos todas as informações conseguimos criar um cenário do que está acontecendo. A ideia principal é saber diferenciar se estamos em uma tendência ou em uma lateralidade para termos em mente qual a maior probabilidade da ação de preço, abaixo vamos descrever o padrão de comportamento do preço nesses diferentes ciclos. A partir de poucos candles é possível entender qual o tipo de movimentação o preço está fazendo.

Tendência

Nesta fase o mercado produz movimentos de impulsão e de correção, em uma tendência de alta o preço segue fazendo fundos e topos mais altos do que os anteriores, e numa tendência de baixa topos e fundos mais baixos que os anteriores. O ideal é que o movimento de impulsão tenha mais força e mais amplitude que o de correção, abaixo segue um exemplo de um movimento de tendência.

Notem que durante o movimento de alta, os candles vão se deslocando sem sobreposição, com candles de tendência em sua maioria dando continuidade ao movimento prévio e durante o movimento de baixa os candles não deslocam tanto o preço, há muita sobreposição e mais candles de lateralidade. Quando observamos um movimento assim, queremos entrar junto com o lado mais forte, neste caso os comprados mostraram muito mais força do que os vendidos. Como falamos anteriormente esse padrão nos mostra que o ativo está em tendência de alta, rompendo topos anteriores, formando fundos mais altos, esse é o contexto. Entendendo essa dinâmica, já é possível juntar com a informação de cada candle para perceber alguma mudança no padrão e poder antecipar a chegada de uma lateralidade ou reversão.

Lateralidade

Durante esse ciclo, o comportamento do preço não é direcional, trabalhando normalmente entre dois extremos. É nesta fase que os grandes players estão acumulando ou distribuindo, a maior parte do tempo o mercado está nessa fase mais equilibrada. O padrão dos candles são de corpos pequenos e bastante sombras, quando aparecem candles de tendência não têm continuidade, a maioria dos rompimentos falham e o preço retorna para o meio da consolidação.

Muitos operadores não sabem ler o contexto e acabam entrando no meio da consolidação acreditando que estão dentro de um movimento de tendência, em lateralidades o ideal é esperar o preço atingir áreas extremas.

A ideia é passar informações suficientes para que todos sejam capazes de interpretar um gráfico da maneira correta e poder ter alguma vantagem quando forem comprar ou vender ativos, porém o assunto é muito extenso e daria para escrever alguns livros a respeito, vamos trabalhar esse tipo de postagem educacional ao decorrer das semanas. Uma das plataformas mais utilizadas no mundo para análise gráfica é o Trading View, a versão gratuita já fornece todas as ferramentas necessárias para conseguir observar diversos ativos negociados no mundo.

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