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Token economics: até onde faz sentido investir?

Você já parou para pensar nos fatores que determinam se um projeto é interessante ou não para um investidor?

Você já parou para pensar nos fatores que determinam se um projeto é interessante ou não para um investidor? A solução pode ser super revolucionária, mudar o mundo, mas se o token economics não for bom, não tem negócio para o investidor.

No mercado tradicional, na prática, você compra uma ação e espera valorizar. Ganha dividendo e você não tem mais nada. No mundo cripto não, cada token é uma história totalmente diferente. 

O QUE É TOKEN ECONOMICS?

O token economics nos dá um norte se vale ou não a pena investir em um projeto do ponto de vista econômico. 

Quando falamos de token economics nos referimos a toda economia em volta da solução que o projeto se propõe a resolver: de que forma o investidor vai ser recompensado e quando ele vai ser recompensado, por exemplo. É sobre entender se vale a pena ou não investir no ponto de vista econômico. Não adianta simplesmente ter uma solução muito boa e o token economics ser ruim. Nesse caso pode ser muito legal para o mundo, mas não para o investidor.

TOKEN ECONOMICS | COMO FUNCIONA?

Falam muito pouco sobre o Token Economics na mídia. A maior questão é que, geralmente, falta know-how para estudá-los e ver o que faz sentido, porque existem diferenças entre os projetos. Inclusive, há muitas pessoas falando coisas que não fazem muito sentido. Por exemplo: “Essa moeda é muito mais barata que o Bitcoin!”. Sim, ela pode ser mais barata, mas você tem que ver a capitalização de mercado, não o preço do ativo em si, porque depende de quantas unidades há em circulação ou vão existir no projeto. Isso tudo e muito mais você pode encontrar analisando o Token Economics.

PONTOS DE ATENÇÃO

Token vesting

Na lógica de valia do investimento, é muito importante nos atentarmos para a negociação de tokens em cada round e como eles serão distribuídos ao longo do tempo.

Por exemplo:

  • Quando vai ser o calendário de liberação dos tokens;
  • Os diferentes rounds (seed, strategic, KOL, private e round público, dependendo do projeto);
  • Se eles têm diferenças entre seus preços (normalmente tem, o seed é o mais barato, seguido do private strategic, KOL e depois o preço público, em termos gerais); e
  • Qual é o percentual que vai estar disponível já no momento do TGE (Token Generation Event). Precisamos ver se o percentual disponível vai ser maior quando, por exemplo, você participa de um round mais a frente como o público ou strategic, ou vai ser menor quando ele está lá no seed ou no private. Então precisamos fazer toda mensuração desse calendário de vesting para saber se realmente está de acordo com round que conseguimos, pois isso varia. Se está de acordo também com o potencial de sucesso que nós acreditamos.

Calendário de liberação dos tokens 

Por mais que a gente saiba o vesting, vamos precisar descobrir o que chamamos de dump day: que geralmente ocorre em um dia específico, normalmente quando há uma liberação grande de tokens, seja para o time ou até mesmo para os rounds negociados com os investidores. Esse dia é importante porque é um momento em que temos muita força vendedora e o preço tende a cair, pois a oferta supera a demanda, investidores com muito lucro tendem a vender os tokens recebidos para tirar parte do risco do seu investimento inicial.

O preço pago no round 

É importante analisarmos o preço que está sendo negociado em todos os rounds e vermos qual round tem uma vantagem. Devemos estabelecer uma comparação entre valor de cada round e vesting, essa análise vai mostrar se realmente vale investir em determinado round ou em outro. A ideia é conseguir recuperar o investimento inicial no menor tempo possível.

Total arrecadado

Este é um ponto muito importante e poucas pessoas analisam. Geralmente as pessoas olham apenas a capitalização de mercado inicial, que na prática não quer dizer muita coisa. 

Para considerar um bom projeto a gente precisa analisar o setor que ele está inserido. Vamos pegar um jogo play-to-earn simples, sem grandes backers, como exemplo: se ele estiver arrecadando a partir de US$ 3 milhões de dólares, é considerado ruim. 

Então temos que fazer toda essa análise do quanto que o projeto está arrecadando, baseada no que os competidores arrecadaram, no atual momento do mercado e, também, de que forma vai ser alocado esse dinheiro em percentual para cada setor: se vai para o desenvolvimento do projeto, para o ecossistema e até mesmo para a equipe. É necessária uma atenção especial caso a equipe do projeto receba mais de 15%. Na maioria das vezes tendemos a não investir, salvo raras exceções.

Outro ponto que devemos destacar também, é a vesting da equipe. O ideal é que a equipe fique alocada, e não possa vender os tokens durante x tempo, isso mostra o mínimo de comprometimento com o projeto. Afinal, eles já vão ter recebido o dinheiro dos outros rounds de investimento para investir nele. Então para eles ganharem o mesmo dinheiro tem que ser depois, quando a solução já estiver no ar etc. Isso é no melhor dos mundos.

Quando o projeto que estamos analisando é uma solução de primeira camada, eles tendem a arrecadar mais. Por exemplo, uma solução de primeira camada que arrecada US$ 10 milhões é mais ou menos equivalente a um play-to-earn simples que arrecada US$ 2 milhões, porque são projetos totalmente diferentes. 
 Não existe uma regra fixa, é muito customizado, ou seja, temos que ver cada projeto um a um. Segundo as nossas contas, tem um máximo que cada projeto pode arrecadar para que a gente considere um estudo mais profundo do token economics. Caso o projeto esteja arrecadando muito e esteja muito fora do que consideramos adequado, nós nem seguimos com o restante da análise.

QUANDO INVESTIR DE ACORDO COM O TOKEN ECONOMICS

Devemos identificar se o Token Economics faz sentido a partir de análises: tanto do vesting quanto do percentual disponibilizado em cada um dos rounds, equipes e advisors. E se teve diferença ou não no preço entre cada round.

OS DADOS DE TOKEN ECONOMICS

Todos os projetos sérios têm seus token economics de forma pública. Todas as informações geralmente estão no Whitepaper do projeto. Às vezes não é tão fácil encontrar essas informações sobre Token Economics, não estão na cara – você precisa dar uns cliques a mais para achar essas informações. 

Alguns projetos apresentam o Token Economics de forma separada em outro documento e outros, embora tenham de forma pública, não estão no site; ficam no Telegram ou no Twitter. Por isso que essas duas plataformas são importantíssimas para quem está no mundo cripto. 


Todos os dados necessários para análise são públicos, as pessoas não analisam muito por falta de know-how e, também, por não saberem que existem essas informações. Acham que todos os projetos são todos iguais. 

Por exemplo, o Bitcoin. Supõem-se que vai ter uma inflação controlada. O Bitcon não é deflacionário como muita gente fala por aí, ela é inflacionária. Só que é uma inflação controlada, e que cai pela metade mais ou menos a cada 4 anos quando tem o chamado “halving” – que diminui as recompensas mineradas de Bitcoin pela metade. 

TOKEN ECONOMICS | PROJETOS DE PEQUENA CAPITALIZAÇÃO 

Há uma falta de interesse gigantesca para investimentos em projetos de pequena capitalização. O que é compreensível, porque é mais difícil mesmo. É igual investir em uma startup: você não sabe para onde vai, precisa fazer uma série de estudos muito mais profundos. 

Só que, na realidade, é muito mais difícil do que investir em uma startup. Você compra, por exemplo, uma parcela da empresa, e você deixa lá. No mundo cripto não dá para “deixar lá”. Você tem que monitorar no mínimo uma vez por semana sobre o ativo que você investiu, porque pode mudar tudo. Pode abrir uma plataforma de staking, então você pode conseguir rentabilizar seus ativos por um determinado período e ganhar uns juros em cima. Você pode até não fazer isso, mas corre o risco de ser diluído na inflação.

TOKEN ECONOMICS | SUCESSOS DE INVESTIMENTO 

Na Uniera, temos mais de 200 exemplos. Poderíamos citar AIOZ, por exemplo. A AIOZ é um protocolo de primeira camada focado sobretudo para streaming e cloud storage. 

É como se fosse um Dropbox descentralizado e streaming como, por exemplo, Netflix, Youtube e outras que podem utilizar a tecnologia da AOS através do token deles. O token do projeto é a única forma de pagamento. 

Os validadores ao redor do mundo também precisam ter o token deles para poder ter um node. É importante ter o token deles para fazer staking – que é quando você loca o ativo – você o tira de circulação, então você tira a pressão de venda e você acaba tendo uma remuneração por isso. 

TOKEN ECONOMICS | FRACASSOS DE INVESTIMENTO 

Quando a equipe recebe mais de 15% de todos os tokens do projeto, pode ligar o sinal de alerta. Temos que analisar mais a fundo para ver o motivo disso estar acontecendo. Em geral, não investimos nisso na Uniera. 

Outro ponto: buscamos investir em projetos que arrecadam pouco dinheiro, porque conseguimos ter um upside maior. Há exceções como, por exemplo, protocolos de primeira camada, pois são muito mais robustos e arrecadam muito mais dinheiro do que um projeto de play-to-earn.

A UNIERA FAZ TUDO

Uma outra questão que poucas pessoas analisam no Token Economics é em qual rede que ele vai ser distribuído, de que forma, se há liquidez suficiente para venda. Em termos gerais, ao contrário do mercado tradicional que na prática tem uma única bolsa de valores no Brasil, dentro do mundo cripto você tem N possibilidades de compra e venda de ativos – seja em exchanges centralizadas ou descentralizadas. 

Então dependendo da blockchain que tiver o ativo ele pode ser transacionado em uma exchange descentralizada e, obviamente, tem que ter liquidez para tal. Se você tem pouca liquidez, tem que fazer pequenas ordens de venda para não mover o preço, o que acaba sendo mais complicado. Toda essa análise a gente faz aqui dentro da Uniera; desde o início do investimento até o momento de liquidação dos tokens, a diligência que temos é gigantesca.

CONCLUSÃO

Quando se fala em investimento no mundo cripto, um dos objetivos da Uniera é cobrir todas as pontas: no que diz respeito à token economics, toda essa análise do calendário da liberação, de que forma vai ser liberado, se estão cumprindo ou não o saft (contrato que você assina para receber tokens futuros).

Dito tudo isso, a gente viu que a importância do token economics é gigantesca na análise de um projeto e se a gente deve ou não investir nele. Muito mais do que simplesmente analisar a solução como um todo. 

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